|
Coluna:
Renovação Carismática Católica |
|
|
|
|
 |
“Tu me amas?”
8/02/2010 - 15:35hs |
|
 |
|
Voltar |
Arquivo |
Imprimir |
O mundo está carente de amor. As pessoas procuram sentirem-se amadas em qualquer lugar, por qualquer um, de qualquer maneira. São aprisionadas por falsas promessas, por prazeres momentâneos, por um sentimento devastador que acreditam que se chama amor. Basta um ato de carinho, um toque diferente, alguma ação que sinalize algo mais forte, muitas vezes pode ser meramente carnal, mas é interpretado como o sublime sentimento de amor.
Estamos realmente cercados por vários sentimentos do bem e do mal, temos isso dentro de nós, humanamente. Nossa batalha em relação aos nossos sentimentos e pensamentos é diária, a todo instante. Controlar nossos desejos e vontades é um exercício de fé. Somos egoístas, sentimos inveja, guardamos rancor e tudo está dentro de nosso coração. Nos aprisionamos por aquilo que sentimentos, deixamos que o mal passe a nos iludir, na tentativa de esconder nossa face do amor divino.
Para alguns definir o amor é algo simples e fácil, para outros é extremamente complexo, incompreensível. Como resumi-lo em palavras, ações e sensações? É possível sermos prisioneiros do amor? Será que esse sentimento é capaz de nos causar mal? De justificar todas as nossas ações?
Se procurarmos no dicionário, encontraremos definições como “sentimento de carinho, de afeição, atração, paixão, ato sexual”. Mas além das simples formas de significações de cada vocábulo em particular, ainda podemos encontrar três tipos de amor, ou melhor, três maneiras que de certa forma acaba tornando-o distinto. Estamos falando do amor eros, philos e ágape.
O amor eros é aquele totalmente humano, voltado para o desejo carnal, atração física, aquele que quer apenas receber. Já o amor philos podemos relacioná-lo a amizade, um sentimento que envolve mais a alma do que o corpo, que é menos egoísta, mas que se certa forma envolve os nossos interesses pessoais. Nossas amizades compartilham de mutualidade, com pessoas que cujas características nos agradam e que alguns gostos são parecidos, que doa um pouco para receber um pouco. Em proporções elevadas encontramos o amor ágape, aquele que é divino, que não é uma troca, que tem o poder de atingir a todos, que é doação total, humanamente considerado impossível de ser vivido.
As músicas que fazem sucesso, os comerciais de bebida, as roupas que estão na moda, as produções cimenatográficas, a maioria estigam o amor erus. A malícia com que se fala desse amor consegue banalizar o sentimento. Buscar santidade dentro de um namoro, ser fiel ao juramento do sagrado matrimônio, não pecar pelos olhos e por pensamentos é algo realmente difícil, mas é o próprio homem que faz isso acontecer.
Na época de Jesus a sociedade considerava o amor ágape uma utopia. Para o homem de hoje não é diferente, surge o questionamento se realmente seria possível viver o amor ágape, um amor incondicional. Mas será que um casamento pode ser sustentado apenas pelo amor eros? E quanto ao amor philos, ele é realmente forte o suficiente para que através dele possamos encontrar a felicidade? Deus sente por nós um amor ágape, o qual foi capaz de entregar seu único filho, para nossa redenção. E o que nós sentimos por Deus?
Quando Jesus ressuscitado apareceu pela terceira vez para os discípulos (João 21,1-19), Ele faz a seguinte pergunta a Pedro: “Tu me amas?”. Jesus faz o questionamento referindo-se ao amor ágape, mas Pedro responde com o amor philos. Jesus insiste e repete a pergunta da mesma maneira e Pedro não muda sua resposta. Então o Filho de Deus pergunta novamente: “Pedro, tu me amas?” Mas agora Jesus fala do amor philos, colocando-se na condição de seu apóstolo. Pedro fica entristecido e responde: “Senhor, sabes tudo, Tu sabes que te amo”.
Para Simão Pedro naquele momento não era possível amar Cristo ao extremo. Se não podemos amar Jesus como Ele nos ama, em Sua misericórdia Ele aceita o nosso amor philos, um amor de limitações, de negações, como o próprio Pedro negou. Um amor de homens pecadores, porque Deus não ama o pecado, mas ama cada um de nós, mesmo com nossas misérias, nossa falta de fé.
Pedro entregou para Jesus todo o seu amor. Era um sentimento philos sim, mas a obra de Deus não acontece pela metade. Pedro foi a pedra da Igreja do Senhor. Um apóstolo que enfrentou todas as tribulações para anunciar a salvação. Um homem que não se sentiu digno de ser crucificado como seu mestre, pediu para que fosse pregado em uma cruz de cabeça para baixo. Ele morreu por Jesus. Depois que se entregou Pedro sentiu e viveu por Cristo um amor ágape, em plenitude.
Viver um amor ágape por Jesus é doar a própria vida, como Ele fez. Doar em missão, doar em sacrifício, doar em nossa vocação e isso o Senhor fala a cada de um nós. Pensar que Ele sentiu a dor, sentiu os espinhos, derramou seu sangue na cruz e que mesmo na nossa rejeição, na nossa falta de fé, permanece ao nosso lado. Ele nos acolhe e oferece para cada um de seus filhos o amor pleno, o amor que tudo supera, que tudo pode curar. É preciso ter coragem e declarar o que sentimos por Cristo. Se hoje temos apenas um amor philos para oferecer, a nossa entrega pode transformá-lo em Ágape.
Por: Janaí Vieira
|
 |
Veja Também:
|
 |
|
Voltar |
Arquivo |
Imprimir |
| |
|
|
 |
 |
Menu direito
teste
 |
|
|
|
 |
|
.................................. |
|
 |
|
.................................. |
|
 |
|
.................................. |
|
|
|
|
|
|